A Igreja vive porque a voz do Senhor continua criando fé por meio de sua Palavra
O pecado nos ensinou sua própria linguagem. Falamos com facilidade sobre nossos méritos, decisões, sentimentos e conquistas, como se nossa salvação dependesse daquilo que conseguimos fazer ou sentir. Entretanto, Cristo nos ensina uma linguagem completamente diferente, a linguagem da graça. Ele anuncia que veio ao nosso encontro, carregou nossos pecados, morreu em nosso lugar e ressuscitou para nos conceder perdão, vida e salvação.
Essa linguagem da fé não nasce dentro de nós. Paulo afirma que “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, pela palavra de Cristo” (Romanos 10.17). Assim como aprendemos nossa língua materna porque alguém falou conosco primeiro, aprendemos a confessar o Evangelho porque Cristo primeiro falou conosco. Na pregação fiel de sua Palavra, Jesus não é apenas alguém de quem se fala, mas o próprio Senhor que se dirige aos pecadores, perdoando os culpados, consolando os aflitos e fortalecendo os que estão com medo.
Por isso, nossa confissão não é a causa da salvação, mas seu eco. A boca confessa porque os ouvidos receberam a promessa. Falamos de Cristo porque ele falou conosco primeiro, e continuamos firmes porque sua voz permanece ressoando na Igreja. A força da fé não está em nossa capacidade de acreditar, mas na Palavra daquele que chama à existência aquilo que não existe. Quando Cristo fala, pecadores recebem perdão, mortos espirituais são vivificados e sua Igreja permanece viva.
Senhor Jesus Cristo, silencia em mim a linguagem do orgulho, do medo e da autojustificação. Conserva meus ouvidos atentos à tua Palavra e faze tua promessa criar e sustentar a fé em meu coração. Que minha boca confesse aquilo que primeiro ouvi de ti: que és meu Senhor e Salvador. Amém.
Leia Romanos 10.8-17 em voz alta. Depois, escolha uma promessa desse texto e repita-a durante o dia, lembrando que sua fé é sustentada pela Palavra viva de Cristo.