A eleição não é um enigma para assustar consciências.
Paulo pergunta: “Será que Deus rejeitou o seu povo?” Sua resposta é firme: “De maneira nenhuma!” A eleição não deve nos levar a especular sobre os mistérios ocultos de Deus, mas a confiar no que Ele revelou. Desde a eternidade, Deus decidiu salvar pecadores por meio de Cristo. Seus dons e seu chamado não são instáveis como os sentimentos e as decisões humanas.
Às vezes, olhamos para igrejas esvaziando, famílias afastadas da fé e pessoas abandonando a Palavra, e pensamos que tudo está perdido. Entretanto, a fidelidade de Deus é maior do que aquilo que conseguimos enxergar. Somos como ramos enxertados em uma oliveira: não temos vida em nós mesmos. Vivemos somente porque estamos unidos a Cristo e recebemos dele perdão, fé e vida.
Essa vida brota da árvore da cruz. Jesus carregou nossa maldição, morreu por nossos pecados e ressuscitou para nos dar uma nova vida. No Batismo, fomos unidos à sua morte e ressurreição. Não permanecemos na Igreja por nossa força, inteligência ou fidelidade, mas porque Cristo permanece vivo e continua alimentando seu povo com misericórdia. Você está aqui porque Deus teve misericórdia e continua tendo misericórdia.
Deus fiel, quando meus olhos enxergarem apenas fracasso e desânimo, conserva meus ouvidos atentos às tuas promessas. Livra-me do orgulho e da especulação e mantém-me unido a Cristo, de quem recebo perdão e vida. Obrigado porque tua misericórdia não falha e porque, em Jesus, tuas promessas permanecem firmes. Amém.
Diante de uma situação que parece perdida, repita: “A fidelidade de Deus é maior do que aquilo que consigo enxergar.” Depois, entregue essa preocupação a Ele em oração.