A vida cristã não é uma tentativa de conquistar Deus.
Quando Paulo nos chama a oferecer o corpo como “sacrifício vivo”, ele começa dizendo: “Pelas misericórdias de Deus” (Romanos 12.1). A vida cristã não começa com aquilo que fazemos para Deus, mas com aquilo que Deus fez por nós. Sua misericórdia tem um rosto: Jesus Cristo. Ele ofereceu seu verdadeiro corpo na cruz, derramou seu sangue pelos pecadores e ressuscitou no terceiro dia. O sacrifício de Cristo foi completo e suficiente para garantir nosso perdão e nossa salvação.
Quando esquecemos essa misericórdia, o orgulho toma conta. Começamos a olhar para nossos dons, conhecimentos e serviços como motivos para nos considerarmos superiores. Mas nenhum membro do corpo de Cristo existe para exaltar a si mesmo. Deus distribui diferentes dons para que sua Igreja seja edificada. Quem ensina, serve, contribui, lidera ou pratica misericórdia não recebeu uma plataforma para aparecer, mas uma oportunidade para cuidar do próximo.
Por isso, ser um sacrifício vivo não significa sofrer para merecer o favor de Deus. Significa viver porque, em Cristo, já recebemos esse favor. Perdoamos porque fomos perdoados. Servimos porque Cristo nos serviu. Carregamos os fardos dos outros porque Jesus carregou os nossos. Tudo começa com a misericórdia de Deus e se transforma em uma vida de gratidão, na qual nossas palavras anunciam o Evangelho e nossas atitudes refletem o amor de Cristo.
Senhor Jesus, obrigado porque tua misericórdia veio ao meu encontro quando eu nada podia oferecer. Perdoa meu orgulho e minha vontade de ser reconhecido. Ajuda-me a usar os dons que me concedeste para edificar tua Igreja e servir ao próximo com humildade e alegria. Amém.
Identifique um dom que Deus concedeu a você e use-o hoje para ajudar alguém, sem procurar reconhecimento ou elogios.