Nossa fidelidade a Cristo também aparece na maneira como tratamos autoridades e o próximo
Romanos 13 não diz que governantes são sempre bons, sábios ou justos. Paulo escreveu quando o Império Romano estava longe de ser um exemplo de justiça. Mesmo assim, Deus utiliza autoridades e instituições imperfeitas para preservar a ordem e proteger a vida. O problema é que nosso velho ser pecador não gosta de nenhuma autoridade além da própria vontade. Respeitamos facilmente quem pensa como nós, mas temos dificuldade de orar e agir corretamente quando discordamos.
A submissão cristã não significa obediência cega nem silêncio diante da injustiça. Nenhuma autoridade humana está acima de Deus, e devemos obedecer a Deus antes dos homens. Contudo, nossa liberdade em Cristo não é licença para o ódio, o insulto ou a irresponsabilidade. Somos chamados a pagar o que devemos, cumprir nossas responsabilidades, orar pelos governantes e buscar o bem do próximo. Como ensina Paulo: “O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei” (Romanos 13.10).
Jesus tinha toda a autoridade, mas se colocou diante de Pilatos e se submeteu a um julgamento injusto para cumprir a vontade do Pai. Cristo não precisava provar sua inocência, pois entregava sua vida para salvar culpados como nós. Ele cumpriu perfeitamente a Lei do amor em nosso lugar e morreu por autoridades injustas, cidadãos rebeldes e pecadores de todas as posições políticas. Perdoados por ele, somos livres para amar em meio a famílias, igrejas, instituições e governos imperfeitos.
Senhor Deus, perdoa-me quando transformo minhas opiniões em motivo para desprezar pessoas e autoridades. Dá sabedoria aos governantes, limita a maldade e preserva a justiça. Ensina-me a obedecer à tua vontade, cumprir minhas responsabilidades e amar o próximo como Cristo me amou. Amém.
Ore nominalmente por uma autoridade com a qual você discorda e peça que Deus lhe conceda sabedoria, justiça e disposição para servir ao próximo.