O perdão de Cristo transforma nossa maneira de tratar o próximo. Leia Mateus 18.21-35.
No futebol, acompanhamos os gols, os pontos e a posição na tabela. O problema é quando levamos esse placar para nossos relacionamentos: “Já é a terceira vez!”, “Depois de tudo que ele me fez?”. Guardamos palavras, decepções e erros para cobrar mais tarde. Pedro também pensou em números ao perguntar quantas vezes deveria perdoar seu irmão. Jesus respondeu mostrando uma misericórdia que não fica contando oportunidades até chegar a hora da vingança.
Na parábola, um servo recebeu o perdão de uma dívida impossível de pagar, mas se recusou a perdoar seu companheiro. É um retrato que confronta nosso coração: queremos misericórdia para nós, enquanto exigimos dos outros o pagamento de cada ofensa. Jesus adverte seriamente contra essa recusa em perdoar. Diante de Deus, nossa dívida também é impagável. Mas Cristo assumiu nossos pecados e entregou sua vida na cruz por nós. Ressuscitado, ele nos anuncia o perdão que jamais conseguiríamos conquistar. É dessa graça que vivemos todos os dias.
O perdão recebido de Jesus nos ensina a abrir mão da vingança e da vontade de usar o passado como arma. Isso pode ser uma luta demorada, especialmente quando a ferida é profunda. Perdoar não exige chamar o mal de bem, nem significa que a confiança será restaurada imediatamente. Podemos tratar o pecado com seriedade e, ao mesmo tempo, buscar o bem de quem nos ofendeu. Quando faltar disposição, voltemos à Palavra de Cristo: nela recebemos novamente seu perdão e encontramos força para perdoar. Sua misericórdia sustenta cada passo dessa caminhada.
🙏 Oração: Senhor Jesus, perdoa-me por guardar as ofensas e desejar vingança. Obrigado por carregares minha dívida na cruz e me acolheres com misericórdia. Cuida das feridas que ainda doem e transforma meu coração pela tua Palavra. Ensina-me a perdoar como tu me perdoas. Amém.
Desafio do dia: Lembre de uma ofensa que você costuma trazer de volta nas discussões. Entregue essa dor a Deus em oração e peça ajuda para deixar de usá-la como arma contra o próximo.