Na Igreja, beleza não é apenas uma questão de gosto, mas uma forma de ensinar e edificar.
Quando entramos em uma igreja, não somos alcançados apenas pelas palavras do sermão. A cruz, as cores, a arquitetura, os vitrais, os hinos e a liturgia também comunicam alguma coisa. Tudo o que vemos e ouvimos ajuda a formar nossa compreensão da fé. Por isso, a estética da igreja não é um detalhe sem importância. Ela pode auxiliar a congregação a recordar quem Deus é e o que ele fez por nós.
Entretanto, nosso gosto pessoal não pode ser o critério principal. Uma igreja mais ornamentada não é necessariamente mais fiel, assim como uma igreja simples não é automaticamente mais bíblica. A pergunta mais importante não é: “Eu gostei?”, mas: “Isso edifica a congregação e anuncia claramente a Cristo?”. A tradição cristã não é uma prisão, mas uma herança que nos ensina a receber a fé daqueles que vieram antes de nós e a transmiti-la às próximas gerações.
A beleza não salva ninguém. Quem nos salva é Jesus, por meio de sua morte e ressurreição. Deus entrega essa salvação mediante sua Palavra, o Batismo e a Santa Ceia. A música, a arte, a arquitetura e a liturgia devem servir a esses dons, conduzindo nossos olhos, ouvidos e coração ao Salvador. Quando a estética busca apenas novidade, emoção ou exaltação humana, ela perde seu propósito. Na Igreja, tudo deve apontar para Cristo e contribuir para a edificação do seu povo.
Senhor Deus, tu és a fonte de tudo o que é bom, verdadeiro e belo. Livra-me de colocar meus gostos pessoais acima da edificação da tua Igreja. Ensina-nos a usar a música, a arte, a liturgia e todos os dons que recebemos para anunciar claramente a obra de Cristo. Conserva tua Igreja fiel à tua Palavra e faze com que tudo em nosso culto conduza nossos olhos e nosso coração a Jesus. Amém.
No próximo culto, observe um elemento da igreja, como a cruz, uma cor litúrgica, um hino ou uma parte da liturgia. Pergunte o que esse elemento ensina sobre Deus e como ele ajuda a anunciar o Evangelho.